Le Petit
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About: "Sorri quando a dor te tortura
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos e vazios

Sorria quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorria quando o sol perder a luz
E sentires uma curz
Nos teus ombros cansados e doridos

Sorria vai mentindo sua dor
E ao notar que tu sorri
Todo mundo irá supor
Que és feliz"

Charles Chaplin

"Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou sou eu o teu?"

Clarice Lispector
Pense.

Perceba como o tempo é relativo. Para cada ser vivo o tempo passa de um jeito e para cada detalhe temos uma classificação de tempo diferente.

O dia em que nascemos é o dia do ano seguinte que se comemora um ano de vida, mas um ano de vida seu não é o mesmo que um ano de vida meu e muito menos que um calendário tradicional, inca ou maia ou até mesmo um chinês.

Pricipalmente os anos, passam de forma diferente e ainda sim da mesma forma para todos. Os dias são contados em horas e cada ser vivo divide suas horas como bem entende - ou como a sociedade entende (no nosso caso).

Então, somos completamente escravos desse tempo. Presos a necessidade de contemplá-lo o máximo possível, sem perde-lo de vista.

Mesmo sendo abstrato, bizarro e incessantemente controlador, ele é muito real, comum e absurdamente viciante. O que não chega a ser um grande problema, pois se não fosse arranjariamos outras formas de ocupar, regrar e destribuir nos dias. Só me intriga o fato da dependência. A ilusão de ser absoluto. E a desorientação que causaria.

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