
“Quando de sua chegada, ainda se podiam ver as marcas das mordidas da neve em suas mãos e o sangue enregelado em seus dedos. Tudo nela era subnutrido. Canelas que pareciam arame. Braços de cabide. A menina não o produzia com frequência, mas, quando ele surgia, seu sorriso era faminto.
Seu cabelo era um tipo bem próximo de louro alemão, mas seus olhos eram perigosos. Castanho-escuros. Ninguém gostaria realmente de ter olhos castanho-escuros na Alemanha daquela época (…)”
-A menina que roubava livros