Le Petit
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About: Je va dit!

"Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou sou eu o teu?"

Clarice Lispector

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Eu nunca pensei que fosse passar por isso. Ameaças sem norte que limitam minhas opiniões sobre qualquer situação que possa vir a ser ou não verídica sobre o curso no qual estou matriculada desde 2012.

Ando expondo minha opinião e, mais que isso, ando gostando bastante disso, mas quando não se sabe como opinar, as redações ficam indispensavelmente cruas e fora de contexto. Digo isso, pois esta semana fiquei sabendo de coisas que me chocaram e que não consegui construir, sozinha, qualquer certeza ou critica sobre a mesmas.

Cursando Lazer e Turismo na USP Leste e constatando a sua… popularidade, fiquei surpresa ao saber que fechariam o curso e que tal pauta quase passou batida por meio do conselho máximo da USP. Entretanto, postada a nota do DCE, a tal cita a redução de vagas do curso com a justificativa de que se faz necessária a obtenção de espaço físico para a implementação de um projeto de Poli - trazendo a Engenharia da Computação para o campus - e a falta de demanda de Lazer e Turismo. Agora ando me perguntando: “o que de fato é verdade?”; “com o que vou conseguir construir uma crítica?”.

Bom, particularmente, não sei se concordo ou discordo se de fato existir a proposta de redução de vagas e, é claro, que discordo se a questão for a extinção do curso, mas, para além disso, devo admitir que o meu choque foi mais em relação às justificativas, as quais não acho viáveis ou, até mesmo, prováveis, do que com a proposta em si. Acredito que, em geral, a EACH tem suas necessidades de infraestrutura, seus desacordos com a direção e, pareceu-me, a segunda vista, só mais uma forma de bater o pé e dizer que não aceitamos as condições que nos são impostas. O que não discordo. A precariedade do campus não é uma pauta atual, muito pelo contrário, vem sendo reivindicada desde sua inauguração e ainda há muito a ser discutido e melhorado. Agora,  acredito que tanto as reformulações de grades ou redução de vagas são pautas que devem sim, ser discutidas com bastante calma e com a justificativa mais plausível possível. Não descarto essa discussão e muito menos as alterações, mas não concordo com o rumo que as situações tomam quando a imposição toma o lugar do debate e a construção passa a ser mera disputa de poder e, neste caso, mercado.

Giovana De Mitri

Anonymous asked: :)

;D

EACH também é USP! ME não é só na FFLCH!

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O grande questionamento do ME (movimento estudantil) na USP Leste seria mesmo “aqui não tem militância”? Bom, eu sinceramente acredito que não é bem assim.

O DCE (Diretório Central dos Estudantes) está abarrotado de gente, que não se articula em reuniões e não anda representando muitos estudantes - pra não dizer em sua totalidade - que aliás, vive me chamando para um tal congresso que, acredito eu, que menos da metade dos universitários se quer sabem o que isso representa (ou deveria representar); o Conselho Gestor tem reuniões regulares, mas não tem quórum, tem gente ativa, mas a maioria é bastante passiva e só lembra que a entidade existe quando precisa do espaço para alguma cervejada; e entre as entidades dos cursos, a que eu vejo mais articulada é a de Gerontologia ou até mesmo Obstetrícia, que acaba de organizar um evento para o dia mundial da parteira (mandaram dez!).

Mas afinal onde eu quero chegar? Quero dizer com isso que não é por falta de militância que estamos onde estamos. A EACH (Escola de Artes Ciências e Humanidades) tem muitas pessoas interessantes para se trabalhar, entretanto falta vontade, não conseguimos reunir se quer meia dúzia de companheiros para uma reunião do DCE e quando conseguimos a pauta não sai do primeiro ponto. Isso é falta de força de luta? Acho que não é bem assim, talvez falte um gás para esse campus, porque, sinceramente, a gente só faz peso nas assembleias da FFCLH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e não há reconhecimento. E olha que pra se dispor a pegar trem, metrô e ônibus pra ir levantar a mão em uma assembleia não me parece existir falta de força de luta.

O campus “Lost” da USP é assim. Faz peso, tem representatividade, mas não tem voz, não tem o direito a palavra, não é considerado USP quando não interessa. É bastante complicado estar isoladx do mundo na região em que estamos, é péssimo ser o “campus REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) da USP” e “perder” em peso pra FFLCH levando “nossxs” militantes pra fazer quórum pra depois não ser reconhecido como um campus participante que também tem necessidades e, mais que isso, força de luta.

Enfim, justifico o motivo de ser  tão difícil me articular dentro dessa universidade. Os revolucionários não estão só na FFLCH, mas há quem acredite que é só lá que eles se concentram. A EACH está crescendo, está construindo sua história no ME, mas está se moldando por ações passivas que não acrescenta em nada a não ser para fazer peso. Aceitamos as decisões do Butantã e vivemos a partir delas (como sanguessugas mesmo), sem acúmulo no próprio campus, sendo que ali se concentram problemáticas de um campus inteiro! E não desmerecendo as dificuldades da FFLCH, mas se querem mesmo saber, os problemas da EACH são idênticos, se não piores, aos que motivaram 90% (ou mais) das universidades federais a entrarem de greve!

Encerro, portanto, com esperança de que isso chegue como um tapa na cara de vocês, mas um tapa na cara que xs acorde e faça com que percebam que força a gente tem, nos falta entrega. Se lutamos com o Butantã, podemos lutar com a EACH e se vamos lutar pela nossa universidade, vamos continuar lutando pela educação e contra o sistema!

“Não me deem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade, não sei viver de mentira, não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.” —(Clarice Lispector)
No dia 22 de março de 2013 ocorreu na Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH USP) uma singela comemoração à pedra fundamental, ou seja, ao marco que iniciou as construções do campus Leste da Universidade de São Paulo. Foi a partir deste monumento, representado por uma placa localizada entre os prédios do ciclo básico e do centro acadêmico do campus, que surgiram perspectivas reais e irreais da expansão de uma das melhores universidades da América Latina - ou que pelo menos foi classificada por dois anos em primeiro lugar nas pesquisas. A construção teve inicio em 2003, com projeto para, segundo o histórico no site da EACH, ampliar vagas no sistema público, e hoje são dez cursos de graduação, com mais programas de expansão: pós-graduação, ensinar com pesquisa ou cultura e extensão e outros. Entretanto a realidade da EACH deixa bastante a desejar quando se trata, principalmente, de infraestrutura: o prédio a quadra poliesportiva está interditada há um ano, sendo ela inaugurada pouco antes disso; o curso de obstetrícia, por exemplo, precisa se deslocar em uma viagem de mais ou menos uma hora para ter aulas no campus Butantã, pois a EACH não tem laboratórios que comportem ou material para as tais aulas, sem contar que não existe circular que saia da Zona Leste e vá direto ao Butantã; o campos se quer tem projeto de moradia universitária (que por outro lado existe projeto de um prédio da Poli); não existem médicos; os professores não comportam a demanda de estudantes; as salas estão lotadas; o campus só tem uma xérox (de empresa privada), uma cantina (de empresa privada) detendo o monopólio, sem contar que os estudantes não tem cota suficiente de impressão (o que só daria conta de suprir uma parte desse monopólio); entre outros aspectos. Percebe-se, portanto, que a lista de precariedades do novíssimo campus da USP é imensa. Então será que temos mesmo o que comemorar?
Só para se ter uma ideia, um dos palestrantes do evento era simplesmente o excelentíssimo senhor que quis em 2011 fechar o curso de Obstetrícia na EACH, que foi alvo de imenso repúdio e mobilização de muitos estudantes contra a proposta e o mesmo que em 2003 era Reitor da Universidade e colaborou na fundação do novo projeto. E por falar em Reitor, nem o atual Reitor da USP e muito menos o Governador do Estado de São Paulo (convidados de honra do evento) se propuseram a participar. Foram representados pelo vice Reitor e pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo.
Todavia e felizmente estes não foram os principais atores do evento. Durante toda a semana os estudantes se organizaram com cartazes e reuniões para que, já que não iriam poder ter a palavra formalmente, iriam poder manifestar de outras formas a indignação quanto a hipocrisia do evento. E foi exatamente o que aconteceu. O foco ali não eram as falas bem ensaiadas ou os apertos de mão falsos e sim como deveria ser: as palavras de ordem e o desfile de estudantes e cartazes durante toda a cerimônia.
Concluo enfim com um discreto sorriso no canto dos lábios, principalmente por saber que existem pessoas que vão continuar “dando a cara à tapa” para que se faça alguma diferença dentro dessa universidade que ainda queremos dizer que é pública e ter orgulho de dizer que é a melhor.

Giovana De Mitri

No dia 22 de março de 2013 ocorreu na Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH USP) uma singela comemoração à pedra fundamental, ou seja, ao marco que iniciou as construções do campus Leste da Universidade de São Paulo. Foi a partir deste monumento, representado por uma placa localizada entre os prédios do ciclo básico e do centro acadêmico do campus, que surgiram perspectivas reais e irreais da expansão de uma das melhores universidades da América Latina - ou que pelo menos foi classificada por dois anos em primeiro lugar nas pesquisas. A construção teve inicio em 2003, com projeto para, segundo o histórico no site da EACH, ampliar vagas no sistema público, e hoje são dez cursos de graduação, com mais programas de expansão: pós-graduação, ensinar com pesquisa ou cultura e extensão e outros. Entretanto a realidade da EACH deixa bastante a desejar quando se trata, principalmente, de infraestrutura: o prédio a quadra poliesportiva está interditada há um ano, sendo ela inaugurada pouco antes disso; o curso de obstetrícia, por exemplo, precisa se deslocar em uma viagem de mais ou menos uma hora para ter aulas no campus Butantã, pois a EACH não tem laboratórios que comportem ou material para as tais aulas, sem contar que não existe circular que saia da Zona Leste e vá direto ao Butantã; o campos se quer tem projeto de moradia universitária (que por outro lado existe projeto de um prédio da Poli); não existem médicos; os professores não comportam a demanda de estudantes; as salas estão lotadas; o campus só tem uma xérox (de empresa privada), uma cantina (de empresa privada) detendo o monopólio, sem contar que os estudantes não tem cota suficiente de impressão (o que só daria conta de suprir uma parte desse monopólio); entre outros aspectos. Percebe-se, portanto, que a lista de precariedades do novíssimo campus da USP é imensa. Então será que temos mesmo o que comemorar?

Só para se ter uma ideia, um dos palestrantes do evento era simplesmente o excelentíssimo senhor que quis em 2011 fechar o curso de Obstetrícia na EACH, que foi alvo de imenso repúdio e mobilização de muitos estudantes contra a proposta e o mesmo que em 2003 era Reitor da Universidade e colaborou na fundação do novo projeto. E por falar em Reitor, nem o atual Reitor da USP e muito menos o Governador do Estado de São Paulo (convidados de honra do evento) se propuseram a participar. Foram representados pelo vice Reitor e pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo.

Todavia e felizmente estes não foram os principais atores do evento. Durante toda a semana os estudantes se organizaram com cartazes e reuniões para que, já que não iriam poder ter a palavra formalmente, iriam poder manifestar de outras formas a indignação quanto a hipocrisia do evento. E foi exatamente o que aconteceu. O foco ali não eram as falas bem ensaiadas ou os apertos de mão falsos e sim como deveria ser: as palavras de ordem e o desfile de estudantes e cartazes durante toda a cerimônia.

Concluo enfim com um discreto sorriso no canto dos lábios, principalmente por saber que existem pessoas que vão continuar “dando a cara à tapa” para que se faça alguma diferença dentro dessa universidade que ainda queremos dizer que é pública e ter orgulho de dizer que é a melhor.

Giovana De Mitri

(Source: impulsive-and-inlove, via lostemptyletters)

Um beijoUm seloSem mais

Um beijo
Um selo
Sem mais

(Source: tiltingcolors, via faz-sonhar)

(Source: barbieandken, via faz-sonhar)

(via jrbarreto-deactivated20130519)

(Source: querida-sophia, via faz-sonhar)

(Source: wizlaqueefa, via faz-sonhar)

Eu sei que há uns dias vem sendo publicadas fotos de trote machista na USP (Universidade de São Paulo), mas venho dizer-lhes que, infelizmente, esse tipo de absurdo não ocorre somente em trotes ou com ingressantes das universidade. A EACH USP (Escola de Artes Ciências e Humanidade, campus da zona leste de São Paulo), por exemplo, foi muito elogiada por sua política contra trote machista e o cumprimento da mesma. Entretanto, outras manifestações nesse campus, em particular, anulam sua “boa fama”.Esta imagem é de uma das muitas festas promovidas pela Atlética da EACH, a qual deveria representar todos os estudantes do campus em relação a eventos culturais e esportivos basicamente.Eu, como estudante, me sinto muito ofendida, principalmente por se tratar de um campus novo e estar criando esse tipo de imagem como representação - como muitos já dizem “essa é a cara da EACH”.Agora, eu, como estudante ou mesmo parte da sociedade contemporânea, não posso e nem vou ficar omissa perante mais uma manifestação machista, ofensiva e opressora como esta. Como muitxs outros, eu luto por uma sociedade igualitária, e não é colocando panos quentes nesse tipo de absurdo que vamos conseguir isso. É um trabalho cansativo, mas essencial.

Ps: Para os que me perguntaram o porquê d’eu não ter ido na festa, está aí o maior motivo.
Ps2: Não sou contra festas, que isso fique bem claro, mas eu me já retirei e vou continuar me retirando de festas opressoras como esta.
Giovana De Mitri

Eu sei que há uns dias vem sendo publicadas fotos de trote machista na USP (Universidade de São Paulo), mas venho dizer-lhes que, infelizmente, esse tipo de absurdo não ocorre somente em trotes ou com ingressantes das universidade. 
A EACH USP (Escola de Artes Ciências e Humanidade, campus da zona leste de São Paulo), por exemplo, foi muito elogiada por sua política contra trote machista e o cumprimento da mesma. Entretanto, outras manifestações nesse campus, em particular, anulam sua “boa fama”.
Esta imagem é de uma das muitas festas promovidas pela Atlética da EACH, a qual deveria representar todos os estudantes do campus em relação a eventos culturais e esportivos basicamente.
Eu, como estudante, me sinto muito ofendida, principalmente por se tratar de um campus novo e estar criando esse tipo de imagem como representação - como muitos já dizem “essa é a cara da EACH”.
Agora, eu, como estudante ou mesmo parte da sociedade contemporânea, não posso e nem vou ficar omissa perante mais uma manifestação machista, ofensiva e opressora como esta. Como muitxs outros, eu luto por uma sociedade igualitária, e não é colocando panos quentes nesse tipo de absurdo que vamos conseguir isso. É um trabalho cansativo, mas essencial.

Ps: Para os que me perguntaram o porquê d’eu não ter ido na festa, está aí o maior motivo.

Ps2: Não sou contra festas, que isso fique bem claro, mas eu me já retirei e vou continuar me retirando de festas opressoras como esta.

Giovana De Mitri

(Source: str-ang3r, via queassim-seja)

(via queassim-seja)

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